A Guerra das Eras

A Primeira Guerra de Paradon

Assim, o tempo se passou desde a criação do mundo e o estabelecimento das fronteiras do mundo. Os dois primordiais viveram com os seus filhos durante esse tempo, cuidando e os amando, até que se sentiram incomodados. Aquele mundo era o mundo de seus filhos, era o local onde deviam governar, e não havia espaço para os dois primordiais interferirem ali. Assim, Kháos e se reuniram e se despediram de seus filhos, batizando aquele mundo de Pandoron, e se retirando dali, para deixar seus filhos serem livres. E por muito tempo, assim foram os doze deuses: livres e felizes. Até aquele dia...

Os doze deuses se reuniram para uma reunião extraordinária, pelo chamado de um dos deuses do ar, Dioscuri. Ali, eles apresentaram um estranho objeto que eles encontraram enquanto passeavam. O mesmo parecia ser uma espécie de cristal, cheio de energia, porém nenhum dos deuses com os poderes de suas leis conseguiam controlar eles, o que foi especialmente chocante para os deuses da terra, pois o objeto parecia um cristal, que estava dentro de sua área de domínio, porém eles não conseguiam o controlar. Assim, iniciou-se uma discussão do que era aquele estranho objeto,

Os doze deuses uniram forças para tentar desvendar os segredos daquele objeto, e eventualmente descobriram como, através deste, eles podiam controlar o Éter, o qual eles tinham pouco controle, e através dele afetar as outras leis, incluindo as leis que eles próprios controlavam. Os doze ficaram todos maravilhados com isso, pois nem mesmo seus pais foram capazes de compreender o poder do Éter, muito menos o controlar. Assim eles estavam todos ansiosos para aprender mais e mais sobre a misteriosa lei.

O tempo se passou, e eles continuaram a estudar sobre o Éter e aquele cristal, o qual chamaram de Omphalos, que era sua chave para compreender mais e mais a lei. A cada dia que se passava, eles descobriam mais o poder do cristal e da lei que o formava, e como estes eram capazes de até distorcer o mundo ao redor deles, mudando as leis e as unindo, mesmo quando elas eram completamente opostas e comumente se repeliam, como era o caso das leis do Fogo e da Água, ou da Terra e do Ar. Vendo todo esse poder dentro de apenas um objeto despertou a ganância dos deuses, e um ato foi cometido.

Um dia, o cristal havia sumido e na época não havia nenhum outro ser vivo no mundo além dos doze deuses, pois seus pais decidiram partir daquele mundo, logo as suspeitas caíram um sobre os outros. Primeiro, os grupos começaram a acusar os seus desafetos, os deuses com leis opostas às suas, porém não tardou para começarem a acusar todos os outros. As brigas apenas pararam momentaneamente quando Capricornus, o sátiro, se levantou.

Os deuses do fogo eram os mais irritados com a situação toda por sua natureza impulsiva, porém supreendentemente, era um dos deuses da terra que mais estava investido na discussão e o mais furioso com a mesma. Ele declarou como, naquela situação, nenhum deles iria admitir que era o culpado, ou entregar o cristal, pois todos eram orgulhosos (uns mais do que outros até, mas não vinha ao caso) e todos tinham visto o poder do cristal, então todos queriam o item pro seu grupo, isso se não o quisessem para si mesmo. Assim, ele sugeriu que todos lutassem pelo Omphalos, e aquele que estivesse acima de todos seria, de forma incontestável, o seu único dono. Em outras palavras, uma competição pelo elemento mais forte, e pelo deus mais forte. A escolha foi unânime: estava declarada a guerra.

Assim, os doze deuses retornaram para os seus reinos e cada um foi para o seu território se preparar para o confronto com os seus irmãos, mesmo com os seus iguais. Assim se iniciou um conflito que deu início à grande e primeira guerra de Pandoron: a Guerra de Eras.

Não se sabe muito do que houve nesse grande conflito, mas se sabe que foi um evento tão catastrófico e tão intenso que não só o mundo havia sido completamente destruído e deformado por eles, como também eles ativamente procuraram por maneiras de matar uns aos outros, mesmo já sabendo, desde muito tempo, que eram imortais. Como seu próprio nome diz, esse conflito durou eras, que mudou a aparência do mundo de formas inesperadas, e incontáveis vezes. Porém, não há bem que sempre duro, nem mal que nunca se acabe, e com a guerra, não foi diferente.

Durante uma das batalhas, quase todos os deuses estavam lutando entre si quando eles todos receberam um ataque, ou pelo menos foi o que pensavam. Todos eles foram pegos em uma prisão de água que não conseguiam escapar, especialmente os de fogo. O autor daquele movimento tinha sido Karkinos, a carangueja, o que surpreendeu à todos, pois ela não era do tipo que faria um ataque escondido ou planejar uma armadilha, mas parece que mesmo ela podia mudar para conseguir o que queria. Ela não tinha aparecido no campo de batalha naquele dia, e pensavam que ela ainda estava se recuperando de sua última luta, e de fato ela estava, porém pensavam que ela os manipulou para os enganar, os prender e acabar com todos de uma vez só. Não seria a primeira a fazer aquilo, mas era a que tinha mais dado certo até então.

Todos os deuses estavam ansiosos e se preparando para o ataque que ela daria para acabar com eles, mas para sua surpresa, ela implorou para pararem, que ela já não aguentava mais estar brigada com eles, mesmo com os de fogo, a quem ela era tão oposta, que não aguentava mais a guerra e só queria que tudo voltasse ao que era antes. Essa ação dela surpreendeu a todos ali, ao mesmo tempo que não, pois todos, de certa forma, pensavam o mesmo, mas não conseguiram se acalmar, não conseguiram se livrar de sua ganância, e isso os deixou cegos aos seus próprios sentimentos.

A prisão se desfez, libertando a todos, mas nenhum deles voltou a lutar. Eles ficaram ali, parados, pensativos. Não podiam voltar para o seu reino, afinal estes já tinham sido quase totalmente destruídos. Eles ficaram ali, chorosos como a sua irmã, afinal nenhum deles perceberam o que estavam botando a perder até que quase perderam. Assim, Capricornus, quem sugeriu o conflito todo, disse que se arrependia, e que não queria continuar ali, pois nenhum poder valia a pena se perdesse todo o resto, que o valor de um não compensava o outro. Depois dele, todos um após o outro, começaram a manifestar pensamentos e sentimentos similares. Ákrios, a carneira, e a primogênita, foi a última a falar, tendo ficado quieta desde quando Karkinos apareceu, e declarou o fim daquela guerra.

Assim se encerrou a Guerra das Eras.

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